O papel do product manager na era da IA e entregas rápidas
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Raphael Guastaferro fala sobre o papel do PM moderno, o uso de IA, escopo bem definido e como pequenas software houses estão ganhando protagonismo

Raphael Guastaferro sabe que o papel do Product Manager mudou — mas não sumiu. No papo com a Flowcode, ele falou sobre o que ainda faz um PM ser valioso em meio a tantas ferramentas, IA pra todo lado e produtos nascendo em tempo recorde.
Spoiler: não é o PRD bonitinho que muda a métrica lá na ponta.
Menos ritual, mais resultado
A área de produto ainda perde muito tempo com o que é tático demais. Raphael defende que:
- gastar horas com o “formato perfeito de PRD” é perder tempo
- o foco do PM deve ser comunicar, priorizar e entregar valor real
- ferramentas de IA podem (e devem) cortar o tempo gasto com o que é burocrático
A lógica é simples: se o tempo é limitado, melhor investir onde faz mais diferença.
PM não precisa codar, mas precisa entender o que está por trás
Quando o assunto é perfil técnico:
- não precisa saber programar, mas precisa entender os conceitos
- saber o que é uma fila, um fluxo, um evento, uma dependência
- conhecer as ferramentas que o time usa e entender os limites da stack
A comparação dele é ótima: "saber usar IA e automações hoje é como saber usar Excel há 10 anos".
Descobrindo escopo com IA (e bom senso)
No contexto de software houses (alô, Flowcode), Raphael defende que o PM — ou quem estiver no papel de PM — deve focar em:
- definição clara de escopo com o cliente
- priorização de entregas com base em valor, não só desejo
- uso inteligente de IA (como GPT) para acelerar PDRs, propostas e alinhamentos
E mais: times pequenos, com pessoas plenas e autônomas, conseguem tocar projetos de ponta a ponta — desde que a base esteja bem feita.
Quando o cliente não sabe o que quer, o PM precisa saber onde pisar
Um ponto importante da conversa foi sobre lidar com o famoso "cliente indeciso":
- escopo mal definido vira dívida no futuro
- o alinhamento de expectativas é papel de quem lidera o projeto
- pode ser o PM, o dev, o designer — mas alguém precisa assumir esse papel
Nesse cenário, o PM se torna o responsável por dar forma ao caos.
Software houses pequenas estão ganhando espaço
Segundo Raphael, a distância entre uma software house pequena e uma gigante está diminuindo. Por quê?
- ferramentas no-code/low-code permitem entregas mais rápidas
- times pequenos estão ficando mais seniores, mais autônomos
- o valor está na entrega, e não no tamanho da estrutura
A única armadilha? Ficar refém de PoCs eternas. O alerta foi claro: “tem empresa que passa seis meses testando de graça e depois só diz ‘valeu’”.
Conclusão: o PM não morreu — só precisa saber onde faz diferença
O papel do Product Manager continua relevante, mas precisa ser mais estratégico.
Menos apego a rituais, mais foco em resultado. Menos controle do processo, mais clareza no propósito. E sim, um bom PM hoje deve usar IA, entender de stack, saber negociar escopo e ainda ter fôlego pra lidar com cliente indeciso.
A boa notícia? Com as ferramentas certas, dá pra fazer tudo isso com menos drama e mais entrega.
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