O que é No Code Afinal?

Finalmente alguém vai te explicar o que é No-Code.

O que é No Code Afinal?

Origem

Desenvolvedores sempre buscaram maneiras de facilitar seu trabalho. Muito espertos que são, sabem que a colaboração é crucial para o sucesso desta facilitação.

Assim, no final dos anos 80, Richard Stalmann, engenheiro de Software da IBM, após problemas com software proprietário da impressora da empresa - que não o permitia mais imprimir do seu andar, apenas em frente a ela, para apertar fisicamente o botão -  teve uma ideia que mudou o mundo da tecnologia: criar softwares que fossem abertos para serem modificados.

Este movimento foi o início do Free Software Movement, embrião do Open Source Movement.

Esta filosofia de colaboração levou desenvolvedores a criarem cada vez mais aplicações com componentes já prontos, o que facilitava muito a criação de diversos tipos de software.

Paralelamente (afinal, apesar de não se conhecerem, a cultura colaborativa ferfecia no movimento contra cultura pós guerra do Vietnã), em 1982, James Martin, expert em tecnologia e programador escreveu o livro: Software industry, Application Development without Programmers. O objetivo dele era pavimentar um caminho para a criação mais rápida de aplicações, pois o número de desenvolvedores por software já estava caindo drasticamente. Deste modo, seria necessário que mais pessoas pudessem criar.

O que é No-Code?

No-code, de acordo com o Chat GPT, é uma abordagem de desenvolvimento de software que permite que pessoas sem conhecimentos de programação criem aplicativos e soluções usando plataformas visualmente orientadas e ferramentas de arrastar e soltar. Essas plataformas normalmente oferecem uma variedade de modelos pré-construídos e blocos de construção que permitem aos usuários criar aplicativos, fluxos de trabalho e automações de forma rápida e fácil.

Benefícios do No-Code

As maiores vantagens dessas tecnologias são:

  • Aumento da velocidade de desenvolvimento;
  • Diminuição drástica do valor investido;
  • Facilidade de testar novas soluções;
  • Incentivo às equipes operacionais a criar soluções para o dia-a-dia, o que é excelente já que normalmente estão em contato direto com os clientes. Deste modo, aproxima-se o negócio da tecnologia.

Exemplos de plataforma No-Code

  • Webflow: uma plataforma no-code para criação de sites e aplicativos web responsivos, que oferece uma ampla variedade de modelos e blocos de construção para personalização fácil;
  • Zapier: uma plataforma no-code para integração de aplicativos, que permite aos usuários criar fluxos de trabalho automatizados entre aplicativos populares como Gmail, Slack e Salesforce;
  • Airtable: uma plataforma no-code para gerenciamento de banco de dados e colaboração, que permite aos usuários criar e compartilhar bancos de dados personalizados e aplicativos relacionados;
  • Notion: uma plataforma no-code para produtividade e colaboração, que oferece uma ampla variedade de modelos e blocos de construção para criar notas, tarefas, projetos e bancos de dados personalizados;
  • AppSheet: uma plataforma no-code para criação de aplicativos móveis e web, que permite aos usuários criar aplicativos personalizados com facilidade usando modelos pré-construídos e blocos de construção.
  • ServiceNow: a ServiceNow é uma plataforma no-code que fornece uma ampla variedade de soluções de gerenciamento de serviços, incluindo gerenciamento de serviços de TI, gerenciamento de serviços de recursos humanos e gerenciamento de serviços de segurança. A plataforma no-code da ServiceNow permite que os usuários personalizem essas soluções para atender às necessidades específicas de suas empresas. Em 2020, a ServiceNow registrou uma receita total de US $ 4,5 bilhões.
  • OutSystems: a OutSystems é uma plataforma no-code para desenvolvimento de aplicativos móveis e web que oferece uma ampla variedade de recursos de desenvolvimento, incluindo modelagem visual, integração de dados, gerenciamento de segurança e teste automatizado. A plataforma no-code da OutSystems também inclui uma variedade de recursos de colaboração, permitindo que equipes de desenvolvimento trabalhem juntas de maneira eficiente. Em 2020, a OutSystems arrecadou US$ 150 milhões em uma rodada de investimento.

Pontos de Atenção

  1. Limitações de personalização: algumas empresas podem se preocupar com a capacidade limitada de personalização de plataformas no-code, temendo que isso possa limitar a capacidade de seus aplicativos ou sistemas para atender às suas necessidades específicas.
  2. Dificuldade de migração: as empresas que já possuem sistemas e aplicativos em funcionamento podem se preocupar com a dificuldade de migração desses sistemas para plataformas no-code. Isso pode incluir preocupações com a interrupção do serviço ou perda de dados durante o processo de migração.
  3. Dependência do fornecedor: a adoção de uma plataforma no-code pode resultar em uma dependência significativa do fornecedor, especialmente se a empresa está construindo aplicativos críticos para seus negócios. Isso pode criar preocupações em torno da estabilidade do fornecedor ou da capacidade deles de fornecer suporte técnico e atualizações contínuas.
  4. Falta de habilidades internas: se a empresa não possui habilidades internas para desenvolver e gerenciar aplicativos usando plataformas no-code, pode precisar investir em treinamento ou contratar novos funcionários com habilidades relevantes.
  5. Preocupações de segurança: algumas empresas podem se preocupar com a segurança de suas informações confidenciais ao usar uma plataforma no-code que é executada em nuvem, especialmente se esses aplicativos armazenam informações sensíveis do cliente ou do negócio.
  6. Arquitetura de dados: se o banco de dados não for devidamente estruturado, as aplicações podem apresentar obstáculos para a geração de escala e integração com outros softwares.

Justamente por isso, é necessário que uma análise técnica cuidadosa ocorra. Na FlowCode possuímos um processo criativo que leva em conta todas as necessidades dos usuários (e para tanto aplicamos diversas técnicas de UX), que valida a interação por meio de um protótipo de média fidelidade, e que conta, por fim com a arquitetura de banco de dados, de modo que as soluções atendam as necessidades do negócio e de segurança.

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